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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Convite: Fórum Permanente de Vigilância em Favor da Vida e Contra a Violência- FVCV

No ano de 2010, o Movimento Unificado de Moradores de Vitória da Conquista, junto com outras entidades civis organizadas de nossa cidade, e demais grupos representativos como associações de moradores, igrejas, povo de santo, movimento negro e ONG's, se reuniram na Casa da Cidadania em busca de atomizar os espaços de debate em busca da paz. Os encontros, culminaram na organização do Manifesto pela Vida Contra a Violência. Justiça Já!, ocorrido em desagravo à todas as vítimas envolvidas na onda de violência perpetrada em Vitória da Conquista, após 28 de janeiro do ano passado.
Como desdobramento das atividades, foi realizado um Ato Público no dia 26 de fevereiro de 2010, na Praça Barão do Rio Branco e lançada a proposta de institucionalização de um fórum ecumênico e apartidário com vistas a colaborar na expansão dos ideais de construção de uma cultura de paz em nossa cidade. O Movimento Unificado de Moradores de Vitória da Conquista formalizou uma Comissão de Organização que irá encaminhar o processo eletivo para criação do Fórum Permanente de Vigilância em Favor da Vida e Contra a Violência- FVCV. A eleição de implantação da primeira Coordenação Executiva, ocorrerá no dia 26 de fevereiro de 2011 às 8:00 no auditório da ADTR- Av. Bartolomeu de Gusmão, 784, Bairro Jurema (antigo CEMAE).
Você é nosso convidado!
Comissão de Organização
Para maiores informações, entre em contato:
Idelzito Rocha – 3422 -8252- cel. 8807- 2854
Hailton Reis- 3420-8080- cel. 9141- 4052
Marco Luciano- 8811- 9560
Maris Stella- 9964- 2180
Josezito Ferreira- 3422- 8252- cel. 8802- 3562

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pelo fim da indevida cobrança das tarifas telefônicas

Fim da cobrança telefônica 
SERÁ VOTADO EM MARÇO/2011...

VAMOS LÁ PESSOAL... 

Dê também o seu apoio a este Excelente projeto de Lei - A União vai fazer a Força.


CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA de: R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial)

Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado.

COMO PROCEDER:
Ligue 0800-619619.

Ouça o menu, aperte 1 e espere a opção eletrônica. Digite 1 novamente, que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo.

O Projeto de Lei é o de n.º 5476/2001.

Esse tipo de assunto NÃO é veiculado na TV ou no rádio, porque eles não têm interesse e não estão preocupados com isso. Então nós é que temos de correr atrás, afinal quem paga somos nós!
O telefone a ser discado 0800-619619, de segunda à sexta-feira das 08 às 20h00) é da Câmara dos Deputados Federal. 

Passe para frente esta mensagem para o maior número possível.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada a morrer por apedrejamento: Em que século estamos?


Viral criado pela agência Dainet Comunicação Full Digital, simbolizando a indignação com a situação da iraniana Sakineh Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento acusada de um "suposto" adultério. 


Qual a sua opinião?


Não podemos deixar Ashtiani tornar-se mais uma vítima do tratamento aviltante e desumano dispensado às mulheres no Irã, que se tornou uma realidade cotidiana. Faça sua voz ser ouvida e encoraje outras pessoas a fazer o mesmo

Tome uma atitude contra a prática do apedrejamento; tome uma atitude contra o abuso de mulheres, 
assine esta petição.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Os filhos de Sakineh fazem um apelo ao mundo


Não permitam que os nossos pesadelos se tornem realidade. Protestem contra o apedrejamento de nossa mãe! Hoje nós estendemos nossas mãos às pessoas do mundo inteiro. Há cinco anos vivemos em estado de medo e terror, destituídos do amor maternal. Seria o mundo tão cruel a ponto de assistir essa atrocidade sem fazer nada? 

Somos os filhos de Sakine Mohammadie Ashtiani, Fasride e Sajjad Mohammadie Ashtiani. Desde a infância sofremos a dor de saber que nossa mãe está presa aguardando uma tragédia. Para dizer a verdade, o termo .apedrejamento. é tão horrível que evitamos usá-lo. Em vez disso, dizemos que nossa mãe está em perigo, que pode ser morta, e que precisa da ajuda de todos. 

Hoje, quando todas as opções se esgotaram e o advogado de nossa mãe sabe que ela está numa situação perigosa, nós recorremos a vocês. Recorremos ao povo do mundo inteiro, não importa quem sejam ou onde vivem. Recorremos a vocês, povo do Irã, a todos os que já experimentaram a dor e a aflição do horror de perder um ente querido. 

Por favor, ajudem nossa mãe a voltar para casa! 

Estendemos nossas mãos sobretudo aos iranianos que vivem no exterior. Ajudem-nos a evitar que esse pesadelo se torne realidade. Salvem a nossa mãe. Somos incapazes de explicar a angústia de cada momento, de cada segundo de nossas vidas. As palavras não dão conta de articular o nosso medo... 

Ajudem-nos a salvar nossa mãe. Escrevam às autoridades pedindo a sua libertação. Digam-lhes que não há nenhum querelante e que ela não fez nada de errado. Nossa mãe não pode ser morta. Será que há alguém nos ouvindo e correndo em nosso socorro? 

Faride e Sajjad Mohammadie Ashtiani

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Violência contra mulher: Marias ainda sofrem


Às vésperas de completar quatro anos, no dia 7 de agosto de 2006, a lei Maria da Penha está longe de inibir a prática de violência contra mulher. No Brasil, cerca de 70% dos crimes contra as mulheres acontecem no âmbito doméstico e os agressores são os maridos ou companheiros. A cada quinze segundos uma mulher é espancada por um homem com quem mantém ou manteve uma relação afetiva.

Dois casos de grande repercussão, o assassinato da advogada Mércia Nakashima, 28 anos, que teve o veículo jogado na represa de Nazaré Paulista (64 km de São Paulo), e o desaparecimento da modelo Eliza Samudio, 25 anos, que tentava comprovar a paternidade do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, de quem teria sofrido ameaças de morte, representam esse alto índice de crimes contra a mulher no país.

Em Salvador, os índices de violência contra as mulheres são alarmantes. No ano passado, foram registradas 8.581 ocorrências policiais na Deam – Delegacia Especial de Atendimento à Mulher - que abrange ameaças, agressões morais, lesões corporais, espancamentos, estupros, dentre outras formas de violência.

A delegada da Deam de Periperi, Olveranda Oliveira, afirma que a lei Maria da Penha foi fundamental para coibir a violência e incentivar mulheres a denunciarem, entretanto ainda é grande o número de ocorrências. “Desde que foi sancionada, se fala muito na lei Maria da Penha, essa divulgação é fundamental para coibir a prática, hoje as mulheres estão mais corajosas, denunciando cada vez mais. Já os homens estão cientes da lei”, explica.

Poucas mulheres sabem, mas ameaça também deve ser denunciada. “A simples ameaça constitui um crime, portanto a mulher que estiver sendo ameaçada deve prestar uma queixa, para que seja instaurado um inquérito e que as devidas providências sejam tomadas a fim de preservar a vítima”, orienta

“A modelo Eliza, por exemplo, tomou as providências legais, em relação ao possível agressor, no entanto, quando se está sob ameaça o ideal é evitar o encontro, se fazer acompanhar, para evitar mal maior”.

Lei Maria da penha

A delegada ressalta também que “por menor e menos ofensivo que pareça qualquer tipo de agressão deve ser levada ao conhecimento da delegacia, porque toda agressão tende a se agravar”, concluí.

A Lei Maria da Penha foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com objetivo de criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Esta lei também conceitua e define as formas de violência vividas pelas mulheres cotidianamente: física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. Além disso, determina a criação de juizados especializados, com competência cível e criminal para abranger as questões de família decorrentes da violência contra as mulheres, e proíbe a aplicação de penas pecuniárias (pagamento de cestas básicas ou multas) aos agressores.

Geisa Santos, coordenadora da Superintendência de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (Sepromi), afirma, em 2007, foi elaborado um documento, para auxiliar na execução de ações de política voltadas para as mulheres. Dentre essas ações estão o enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres.

“Para auxiliar a prática da lei Maria da Penha, além das Delegacias de atendimento as mulheres, foram implantados na Bahia, quatro Centros de Referência (nos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Juazeiro e Vitória da Conquista) e de apenas uma Casa-Abrigo.

As Casas-Abrigo são equipamentos públicos para onde vão as mulheres - e seus filhos e filhas - que correm risco de morte. É uma moradia temporária para famílias que já não podem mais voltar para suas casas, nem têm a quem recorrer”.

Violência contra a Mulher - Denuncie na primeira ameaça, no primeiro sinal de violência e salve uma vida. Disque 180.



Esta campanha é do blog Mis Trend, estamos aderindo e chamando nossas seguidoras que também são blogueiras para que também adiram e ajudem a divulgar.

É por uma boa causa!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

POR MIM, POR NÓS E PELAS OUTRAS: NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Petição para as mulheres
“No Brasil, as agressões contra as mulheres ocorrem a cada 15 segundos e os companheiros são responsáveis por quase 70% dos assassinatos do sexo feminino.” 


A aprovação da Lei Maria da Penha foi um avanço ao tornar crime a violência contra as mulheres. Entretanto, não haverá segurança de fato, enquanto prevalecer a cultura que legitima o poder do homem sobre a mulher, em relações hierarquizadas nas quais é frequente o uso da violência, por parte dos homens, para impor sua vontade. 

No primeiro semestre de 2010 foram noticiados vários casos no Estado do Rio de Janeiro, sendo o mais recente o desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, ex-namorada que vinha tentando provar que o goleiro do Flamengo, Bruno, era pai de seu filho. 

Em outubro do ano passado, Eliza Samudio apresentou queixa contra Bruno na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, por sequestro, ameaça e agressão. Em seu depoimento afirmou que Bruno e dois amigos a obrigaram a ingerir remédios abortivos e que o goleiro fez ameaças com uma arma apontada para sua cabeça. 

Na ocasião, o laudo do Instituto Médico Legal apontou "vestígios de agressão". A delegada Maria Aparecida Mallet chegou a pedir medidas protetivas que impediam Bruno de aproximar-se mais do que 300 metros com relação a Samudio e sua família. 

As providências tomadas pela vítima, não foram suficientes para proteger sua vida, e Samudio encontra-se desaparecida há mais de 3 semanas. A notícia vem dominando a imprensa. 

Entretanto, outros casos de violência praticada por companheiros contra mulheres vêm à tona ao mesmo tempo: 

Orestina Soares, de 53 anos, foi morta a pedradas por seu namorado em Duque de Caxias; 
Antônia Eliane Farias, em novembro do ano passado, foi torturada por seu ex-marido com mais de 30 facadas pelo corpo e em conseqüência está obrigada a usar próteses e caminhar com a ajuda de muletas; 

Dayana Alves da Silva, 24 anos, morreu após dois meses de internação, em conseqüência de queimaduras provocadas por seu ex-marido enquanto trabalhava, no Engenho de Dentro. Esta jovem já havia registrado três ocorrências contra o ex-marido em uma DEAM, inclusive no dia anterior ao crime, sem que qualquer providência fosse tomada. 

Temos acompanhado estarrecidas o caso ocorrido em São Paulo, do desaparecimento e assassinato de Mércia Nakashima, em que o principal suspeito é seu ex-namorado. 

Em Lauro de Freitas, Bahia, no dia 17 de abril, Mônica Peixinho, 28 anos, foi encontrada morta com um tiro na nuca. O principal suspeito do assassinato é seu companheiro, que continua solto. 

Estes e tantos outros casos de violência contra mulheres Brasil a fora, que na maior parte das vezes não são noticiados pela grande imprensa, atestam que a segurança para nós mulheres, depende da aplicação da Lei Maria da Penha sem exceções. Atestam também que esta indigna realidade não mudará enquanto persistir a impunidade dos criminosos e a banalização desses eventos; enquanto não houver acesso a profissionais capacitadas (os) para um atendimento digno e eficiente para as vítimas que chegam às DEAMS com sua denúncia, reunindo uma coragem que muitas vezes lhes falta; enquanto o Estado não for capaz de garantir a segurança das mulheres que tentam romper o ciclo de violência. 

No Brasil, torna-se imperativo que as medidas protetivas sejam efetivamente implementadas. As mulheres têm o direito de contar com a proteção da Polícia, e com o acompanhamento jurídico e psicológico por parte do Estado. Faz-se urgente a criação dos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Intrafamiliar como ferramenta essencial para coibir estes casos. Estas são medidas previstas na Lei Maria da Penha, que não estão sendo implementadas. 

É tempo de questionar a cultura e os valores, cotidianamente ensinados em nossa sociedade, de que os corpos e as vidas das mulheres possam estar ‘a disposição de homens, sejam estes pais, padrastos, amantes, namorados, amigos, companheiros... 

Até quando nossa sociedade aceitará essas injustificáveis violências, agressões, torturas e mortes de mulheres? Até quando permitiremos que o relacionamento amoroso seja usado como justificativa para manter posse, poder e domínio sobre as mulheres? 

Uma velha frase feminista infelizmente não perdeu sua atualidade: QUEM AMA NÃO MATA! 

Em nossa sociedade está provado: O MACHISMO MATA!!! 

Por isso devemos nos unir e espalhar por todos os cantos deste país: Basta de machismo! Basta de violência! Basta de mortes!! 


POR MIM, POR NÓS E PELAS OUTRAS: NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER! 



Rio de Janeiro, 30 de Junho de 2010.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dia Mundial sem Tabaco com mulheres e flores

AM por Ester Castro


Dia Mundial sem Tabaco
Como antitabagista confessa, não posso deixar de fazer uma menção à mais uma celebração do Dia Mundial sem Tabaco que acontece hoje.
Este ano o foco em especial são as mulheres, uma vez que a publicidade tabagista sempre tentou associar o tabaco à ideia de emancipação e independência, cada vez mais buscados e alcançados pela mulher atual. Outra questão a ser desmistificada é a associação do tabaco às imagens de beleza, sucesso, liberdade, poder, inteligência e outros atributos desejados especialmente pelos jovens.
O INCA – Instituto Nacional de Câncer optou pela utilização de flores nas peças de campanha para esta data. As flores representam proteção ao meio-ambiente, beleza e qualidade de vida, contrastando com o cigarro que representa desmatamento, envelhecimento precoce e problemas de saúde.
E já que o enfoque desse dia é a mulher, recomendo a leitura dos 8 bons motivos para você parar de fumar, texto de Isabela Leal e Ana Paula Rafanini (Revista Boa Forma) reproduzido na íntegra pelo ACT Blog (Aliança de Controle do Tabagismo).

E por falar nisso…

Desenterrando a questão da Lei Antifumo, o leitor Henrique me enviou um link com um texto curto e preciso escrito por Fernando Brandt para o ACT Blog, ao qual tomo a liberdade de transcrever aqui na íntegra:
- Eu não fumo.
- Eu fumo.
- Sou totalmente a favor da lei antifumo.
- Sou completamente contra a lei antifumo.
- É democrática.
- É autoritária.
- Mereço respeito.
- Me sinto desrespeitado.
- Eu não sou obrigado a compartilhar o vício dele.
- Ele não é obrigado a frequentar o mesmo ambiente que eu.
- Por que não solta fumaça lá fora, junto com os carros?
- Por que não reclama dos carros, que soltam muito mais fumaça?
- A saúde é pública.
- A saúde é minha.
- Em Nova York funciona muito bem.
- Duvido que vai dar certo em São Paulo.
- Pelo menos 7 pessoas morrem por dia no Brasil devido ao fumo passivo.*
- ….
Contra fatos não há argumentos.
*Fonte: INCA (Instituto Nacional de Câncer)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Aprovaram o "Ficha Limpa"

Contrariando expectativas pessimistas, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da “Ficha Limpa” vingou. Aprovado hoje! Significa que a maioria dos parlamentares não tem currículo pesado na justiça. Aqueles que têm um passado maculado por condenações colegiadas nos tribunais não votariam a favor dessa lei purificadora que impediria a sua reeleição. Os fichas sujas são portanto minoria, para alívio do cidadão brasileiro que andava bastante descrente dos políticos e da política.

“Ficha Limpa” ...aprovado


Com a lei, esse cenário ficará bem mais higiênico e livre de assaltos aos cofres públicos. Esse resultado incentiva novas investidas populares. Uma reforma política e eleitoral, por exemplo, necessária e urgente, vem sendo protelada há anos por motivos óbvios: tem que ser votada por parlamentares que se deram bem com o modelo vigente. Foram eleitos nada obstante as mazelas e deficiências das atuais regras do jogo. Por que mudar? Surge então o desafio de nova mobilização popular para propor-se novo projeto de lei para castrar a influência de financiadores de campanhas que compram a consciência dos eleitos com o seu dinheiro e esperam o troco. Outros desafios irão tendo a mesma resposta: novos e sucessivos projetos de lei de iniciativa popular. Manter viva no povo a consciência do seu poder.


Conheça os principais pontos do projeto Ficha Limpa


1 - Veta a candidatura de políticos com condenação na Justiça, nos julgamentos em instâncias colegiadas (nas quais houve decisão de mais de um juiz).
2 - O projeto amplia de três para oito anos a inelegibilidade.
3 - Permite que um político condenado por órgão colegiado recorra a uma instância superior, para tentar suspender a inelegibilidade.
4 - Neste caso, o tribunal superior terá que decidir, também de forma colegiada e em regime de prioridade, se a pessoa pode ou não concorrer.
Serão abrangidos pela proposta:
1 - Os crimes dolosos, onde há a intenção, e com penas acima de dois anos. Por exemplo, crimes contra a vida, contra a economia popular, contra o sistema financeiro, contra o meio ambiente, tráfico de entorpecentes, entre outros.
2 - Os condenados por atos de improbidade administrativa. Geralmente os que exercem cargos no Executivo e os ordenadores de despesa.
3 - Os que tiverem seus mandatos cassados por abuso de poder político, econômico ou de meios de comunicação, corrupção eleitoral, compra de votos, entre outros.
4 - Os condenados por crimes eleitorais que resultem em pena de prisão. Estão fora da lista os crimes eleitorais em que os políticos são punidos com multa.
5 - Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado, por crimes graves.
6 - Os que tiverem sido excluídos do exercício da profissão, por algum crime grave ético-profissional. Neste caso incluem-se os casos de profissionais que tiverem seus registros profissionais cassados.
7 - Os eleitos que renunciarem a seus mandatos para evitar processo por quebra de decoro também ficam inelegíveis nos oito anos subsequentes ao término da legislatura.

fonte: Correio MFC Brasil 236

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O que caracteriza o trabalho escravo hoje no Brasil?

Estima-se que hajam 25 mil vítimas do trabalho forçado no país 

Para o artigo 149 do Código Penal brasileiro, o crime de escravidão é definido como "reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto". Já a Organização Internacional do Trabalho (OIT), tipifica a prática como "todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de uma pena qualquer para o qual não se apresentou voluntariamente". Ou seja, na escravidão moderna não há tráfico nem comercialização, como acontecia na época colonial, mas a privação da liberdade continua sendo a principal característica da prática. Luiz Machado, responsável pelo Projeto de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil da OIT, acredita que as condições atuais são ainda piores do que as sofridas pelos negros até o século 19, "hoje em dia, o indivíduo é descartável. Se um trabalhador fica doente ou morre, é fácil achar outra pessoa que vai se submeter a isso. Antigamente, os negros podiam ser castigados fisicamente, mas eram bem alimentados, já que um escravo saudável e forte era muito mais valioso".

Segundo estimativas da OIT, em 2005 havia 12.3 milhões de vítimas do trabalho forçado no mundo, 77% delas na Ásia. No Brasil, os números também não são animadores. Segundo cálculos da Comissão Pastoral da Terra, existem no país 25 mil pessoas submetidas às condições análogas ao trabalho escravo. Entre 2004 e 2008, o Ministério do Trabalho resgatou 21.667 trabalhadores nessa situação. Nesses casos, o empregador é obrigado a pagar indenização aos ex-funcionários, que também recebem seguro-desemprego por três meses.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sistema Nacional de Prevenção e Repressão ao Tráfico de Pessoas

Tramita no Congresso Nacional o projeto de lei ‘Sistema Nacional de Prevenção e Repressão ao Tráfico de Pessoas’ constitui um sistema integrado de prevenção e repressão ao tráfico de pessoas nas modalidades de exploração sexual, trabalho escravo e tráfico de órgãos. Estima-se que o tráfico de pessoas movimente em torno de US $ 10 bilhões e conte com mais de 400 postos em todo o país. 

A iniciativa não partiu dos parlamentares do PSB, contudo, a legitimidade da proposta ultrapassa sectarismos partidários. Excelente iniciativa!

por Maris Stella

O tráfico de seres humanos é crime. Denuncie!


Utilidade Pública
 O tráfico de seres humanos é considerado um crime transnacional, já que atinge todos os países do mundo como locais de origem, de trânsito ou de destino das vítimas. Estima-se que 2,4 milhões de pessoas em todo o planeta sejam vítimas da armadilha do trabalho forçado em consequência do tráfico de pessoas. Mulheres e meninas representam quase 80% das pessoas vulneráveis a esse crime. O tráfico de crianças representa entre 15% e 20% das vítimas.
Denuncie. Disque 180 de qualquer parte do Brasil. 
Não precisa identificar-se.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Hora do Planeta 2010

No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (horário de Brasília), nosso país participará oficialmente da Hora do Planeta. A proposta de que as luzes sejam apagadas por uma hora, deverá abarcar a todos, das moradias mais simples aos maiores monumentos. e você não pode ficar de fora!
A idéia é provocar a reflexão dos líderes mundiais quanto aos perigos do aquecimento global.
A Hora do Planeta é um movimento que começou em 2007, apenas, na cidade de Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades no mundo participaram. O Brasil aderiu em 2009, já em sua primeira vez participação, superou todas as expectativas. Monumentos e locais simbólicos, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e o Congresso Nacional em Brasília ficaram uma hora no escuro.
Existem diversas formas de participação. A primeira delas é se cadastrar no site (http://www.horadoplaneta.org.br/participe.php). O cadastro é importante para avaliar quantas pessoas no mundo todo apagaram as luzes. 

Espalhe ao máximo esta mensagem da Hora do Planeta para o maior número possível de pessoa, portanto, convide familiares, amigos, colegas e membros da sua comunidade para participarem junto com a gente.
Quer saber o que acontece no mundo inteiro na Hora do Planeta? Clique aqui ou acesse www.earthhour.org.

por Maris Stella Schiavo Novaes